quinta-feira, 28 de agosto de 2008

XXXVII

Amo-o
Não como uma mulher ama um homem
Mas como uma garota gosta do menino do outro lado da sala
Ao menos, é como me parece
Que ele é doutro lado, doutra sala, doutro mundo

Às vezes o vejo montado em seu cavalo, com sua armadura cintilante
Rio, pois não sou a princesa nem o dragão
Sou sua fiel escudeira, avanço junto no ataque
Seja contra gigantes, moinhos ou opressões

Não sei o que há de mim nele
Não sei o que há dele em mim
Pois já não se sabe quem é quem

Na caldeira da cama, febris, nos unimos
Como num liqüidificador
Foi eu e ele espalhado pra tudo que é lado