sábado, 16 de agosto de 2008

Enigmas,

de que me servem?

Jogo enigmas para todos os lados, como a um baralho velho
Mas não para que os decifrem, para que me entendam, não

Se os serial killers praticam-nos para que possam rivalizar com seus antagonistas
Se os vilões dos gibis e filmes os usam para confundir a mente dos bons moços e moças
E encher de culpa os corações destes se não se decifra a charada a tempo,
Serei eu o anti-quem?
Me faltam heróis para rivalizar?

Ah, mas a charada nem sempre surge para ser resolvida
Às vezes, vem apenas para manter o sorriso na cara de quem a criou
Aquele que se diverte, apenas pela possibilidade de que a desvendem,
Mas, ainda assim, desejando intimamente que ela passe desapercebida
Mantenha-se incógnita

Manter-me incógnito.