quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Concessão

Na falta de luz
Procuro o som dos teus gemidos roucos
O cheiro de café que brota dos teus poros
O toque da tua pele suave e ardente
E o gosto da tua boca pequena

Na falta de luz
Imagino cada curva do teu corpo
Tateio teus ombros e costas oceânicas
Tuas coxas fartas de carne e calor
Farejo-te, nuca e cabelos
Mas me perco no caminho sinuoso e sombrio

Na falta de luz
Perdido fico, mãos atadas, impassível
Diante do perigo que escondes
Na cor de um sorriso
Na escuridão de um abraço

Na falta de luz
Me cegas com o brilho dos teus olhos
E eu fico a gritar teu nome na noite fria