domingo, 20 de outubro de 2013

Pra ninguém

Decidi tentar voltar a escrever. Meio como criança mesmo, sem medo de parecer bobo.
Talvez fazer disso aqui um diário.
Pra ser artista basta fazer arte, porque artista mesmo todo mundo é.
Fiquei a manhã toda vendo uns quadrinhos e pinturas e fotos, principalmente de uma menina de Fortaleza, que deve ter uns 16 anos e faz umas coisas bonitas melhor que muita gente grande. 
Bateu uma inveja. Mas, de certa forma, uma inveja boa. Uma inveja que me fez questionar o que eu tou fazendo com a minha vida, se eu parei de fazer as coisas que eu gosto, se eu tou no rumo certo. A diaba tá lá na sua pivetice fazendo arte foda e eu aqui programando pra deixar neguim mais rico. Acho que vi que eu tenho que voltar a escrever.
Escrever, pelo menos. Acho que é a unica coisa que eu sempre fiz e que sempre tive certeza de me dar prazer, quando estou fazendo por fazer. Tirando, é claro, essas coisas que a gente faz por prazer, comer, foder, se drogar na cachaça, na música, na dança da menina bonita, nos movimentos dos quadris dela, na loucura, na loucura, na solidão, na loucura.
Porra, acho que paro por aqui, sem saber nada, sem tirar nenhuma conclusão.
Acho que eu nunca procurei direito a resposta praquela pergunta: "eu escrevo pra quem?"
Acho mesmo que eu sempre me esquivei. A verdade é que eu não sei. Eu escrevo pra ninguém.