Ela não sabe que, dia sim, dia não, eu choro deitado na cama, antes de dormir.
Nos dias que não, vou dormir pra parar de pensar, pra passar o tempo e parar a dor.
E nos meus sonhos, recorre sempre a mesma história:
Eu, passeando pela rua, sem saber o que fazer da vida, vejo ela ao longe, feliz como nunca a vi
(e eu quase sempre a vi feliz, mas por dentro carregava alguma mágoa, alguma ferida no peito
que se percebia no jeito de andar, no sorriso ou no olhar).
Ela nem sonha, mas choro porque sei que comigo ela não será feliz como em meu sonho.
