sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal

Não há tal ferramenta
Tal ferramenta não há

E às vezes me vem, como uma epifania,
Que o caminho que procuro, o mais difícil,
Simplesmente não há
Mas o que posso fazer
Se o que gosto é mesmo é de procurar?

A noite se aproxima
E eu anoto os números para os quais quero ligar
Reformulo a frase dita ainda ontem à mãe:
Não é que não saiba o que quero
Quero tudo! e acabo de perceber
Tudo aqui está.

Terapia?
Viver é a minha terapia.

Só preciso viver
e tentar
tentar
tentar
e tentar.

Me ponho onde estou
Se é que sei onde é estar
E o sol se põe onde está
que o poeta não desiste de sonhar