Achei um dia que o que fazia era por medo
Que corria por ter medo de ficar parado
Que desistia por ter medo de ir em frente
Que perdia por ter medo de ganhar
Que sorria por ter medo de chorar
Mudei, definitivamente.
Mas continuo com medo,
Fujo, com medo de fugir
Choro, com medo de sofrer
Mudo, com medo de mudar
Grito, esperneio, silencio, me ridicularizo,
apenas por medo de ser ridículo.
O medo me empurra em medida oposta
Pois meu medo maior é o do medo em si
No entanto,
fico aqui, imóvel,
com medo de ser feliz ao teu lado.
