quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Amor?

Amor o caralho!
Desde pequeno me tentam ensinar a nomear e classificar meus sentimentos.

Porra, será possível?

Eu não quero e nem posso pôr nome nesse negócio escroto que se passa dentro de mim. Eu não sou constante, não sou linear, o que se passa na minha cabeça muda a todo segundo e não é objeto de estudo, e se alguém quiser me estudar, que me estoure os miolos primeiro! Eu sou uma coisa viva, um caos! E mesmo que haja ordem, haja lógica e haja razão, disso tudo eu abro mão e que se fodam aqueles que se atrevem a andar por aí de peito inflado, com um ar acadêmico, de quem entende as coisas!
Entende porra nenhuma!
Nunca ninguém entendeu porra nenhuma.
Mesmo os que realmente parecem compreender, os que, com palavras, gestos e expressões parecem tocar no fundo nossas almas, estes são uns belos de uns atores, farçantes, grandes ilusionistas!

E eu abro mão de toda ilusão
Não quero compreender mais nada!

Entender está tão longe de sentir
Quanto pensar está longe de existir

Sinto, logo existo.